A Negação da Realidade

Quando ouço, o presidente Trump, negar as alterações climáticas e assisto às imagens dos furacões…penso, ou Trump é mentalmente desequilibrado ou desonesto. Desta vez é o Harvey, que atingiu o Texas, só desde sábado cerca de 2500 chamadas de emergência foram feitas, e sabe-se seguramente, que há 2 mortos registados. Dizer que isto é uma situação normal, caberia na nossa cabeça, se não tivessem já ocorrido situações semelhantes. A natureza está revoltada e em ebulição…em Portugal é a seca extrema e no Texas, a chuva intensa. Há uns anos atrás, um amigo meu, dizia-me: “Os patos bravos do Texas, continuam a poluir e a dizer, que Deus os protegerá”. À parte a referência aos texanos, como patos bravos, e a óbvia incredulidade, do meu amigo, em relação a Deus, que eu não apoio nem partilho…o meu amigo acertou em cheio, grande parte dos americanos aceitou as teses de Trump, sobre as alterações climáticas e continuaram a poluir indiscriminadamente…o que vem aí é verdadeiramente assustador e fora do nosso controle, as grandes potências, continuam a usar o petróleo como principal fonte energética…as consequências são o que está à vista.

O que nos espera no futuro? Não posso responder a essa pergunta com precisão, mas uma coisa posso garantir…a fúria da natureza não ficará por aqui…estamos a estragar o clima e o planeta que Deus nos deu…vamos pagar caro por isso.

Advertisements

Cat Stevens e Yusuf Islam

Steven Demetre Georgiu…vocês provavelmente não sabem quem é este senhor, mas se vos falar de Cat Stevens, já saberão de quem estou a falar, pois bem, Steven Demetre Georgiu é o nome de nascimento de Cat Stevens…mas para aumentar a confusão de muitos, ele chama-se agora Yusuf Islam e desde 1978, abandonou o cenário artístico e converteu-se ao Islamismo. Neste momento é o fundador de diversas escolas religiosas e instituições filantrópicas e educacionais. Fundou três escolas muçulmanas em Londres e é também fundador da Small Kindness, organização reconhecida pela ONU, que presta ajuda às crianças órfãs da Bosnia, Kosovo e Iraque. Em 2004, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, impediu a sua entrada em território americano, por supostas ligações à actividade terrorista…digamos, em boa verdade, que esta acusação infundada, se deve mais ao preconceito anti-muçulmano, que outra coisa, mas estes são os factos.

Mas foi como Cat Stevens, que ele se tornou conhecido, canções como Father and Son e Peace Train, são conhecidas, para alem de outras, como Wild World e Morning Has Broken. As suas canções são geralmente intimistas e revelam um artista sensível e preocupado, um amigo meu, disse-me uma vez, que ele é um homem perigoso…muito provavelmente pelas razões enunciadas acima. Existe pois, uma linha condutora, entre Cat Stevens e Yusuf Islam…a sua sensibilidade para com os outros e os seus problemas. Cat Stevens é o paradigma, do homem inquieto e artista sensível, que perante o vazio do mundo do Show Business, encontrou refugio na religião…ele inclusive procurou, conforto no Budismo, durante uma fase da sua carreira, o que denuncia a sua luta interior.

Claro, que eu tinha preferido, que ele se tivesse convertido a Cristo…mas aparentemente, ele só conseguiu vislumbrar, uma Cristandade vazia…o que é completamente diferente do verdadeiro Cristianismo. Assim nasceu Yusuf Islam e apesar de um aparente retorno aos palcos da Pop Music…é como homem religioso, que se dá esse retorno e não mais como Cat Stevens. Se eu o encontrasse pessoalmente, muito possivelmente, iria falar-lhe de Jesus Cristo o Salvador…um Cristo, muito diferente, do que ele conheceu na Cristandade…isto sou eu a pensar, e a tentar entrar no homem, que se tornou Yusuf Islam, mas quem pode conhecer os motivos do homem, senão o próprio homem e Deus?

Um Astro Eclipsa-se

Neste domingo passado, fiquei um pouco mais triste, pois, um dos astros do cinema, eclipsou-se…estou-me referindo ao actor Jerry Lewis, que nos anos 50 e 60, se popularizou na comédia. Jerry Lewis apagou-se, mas para trás fica um actor, que marcou o cinema com C Maiúsculo e que muito depois, nos anos 70, eu pude ver alguns dos seus filmes, já que nos 60 eu era uma criança de tenra idade…na retina fica o seu trejeito trapalhão e o seu talento como comediante. Em conversa com um amigo, por estes dias, ao comentar a sua morte, ele disse-me: “Estava muito velho”, nos anos subsequentes Jerry Lewis foi sendo esquecido, ainda assim, deixa uma legião de admiradores, principalmente entre os “maluquinhos”, no bom sentido…”malucos” como eu, que guardam reverentemente, as memórias do cinema e ainda se lembram, de como se fazia um actor…tempos bem diferentes destes, em que vivemos, em que o efémero e as “fitas” substituíram os grandes filmes, poucos filmes, me interessam actualmente, e as estrelas fabricadas em série, pouco me dizem…enfim Jerry Lewis apaga-se aos 91 anos, que descanse em paz.

Charlottesville e a América

Não pensava, voltar a falar de Trump, e os movimentos de supremacia branca, mas os acontecimentos em Charlottesville obrigam-me a isso. Neste momento, a América está dividida em duas partes…de um os movimentos de supremacia branca e Trump, do outro aqueles que se opõem ao ódio e ao racismo. Depois das mortes de Charlottesville, Trump, pressionado, veio dizer que se opunha aos neo-nazis e ao Klan…mas na verdade, não convence ninguém, todos sabem que com ele, estes movimentos, ganharam protagonismo e estão cada vez mais fortes. Também é preocupante, a divisão entre a Convenção Baptista do Sul, uma parte opõem-se a Trump, mas outra dá respaldo às suas teses…deveria ser função da igreja, respaldar tudo o que dá dignidade ao ser humano, e não o contrário. É com tristeza, que assisto à morte da democracia na América, ou, se não à sua morte, ao seu desvirtuamento…se eu fosse às forças vivas americanas, procuraria destituir Trump, e livrar-me dele…e com isto, não estou a propor a sua aniquilação física…mas sim, a certificar-me que ele, não voltaria a fazer estragos.

A América está em crise, e tudo por culpa de um louco chamado Donald Trump.

Barbárie e falta de respeito

Quando olho para a geração presente e os seus valores, ou antes, a sua falta de valores, sinto um murro no estômago e pergunto, como pode o ser humano ser tão malévolo…tudo isto a propósito do que aconteceu na fronteira com a Turquia, onde militares turcos obrigaram refugiados sírios a usar lingerie, e depois, não satisfeitos por terem feito chacota deles, recambiaram-nos para a Síria.

Eu repito, esta geração não sabe respeitar a dignidade humana, abusa de pessoas que não se podem defender, que são vulneráveis. Infelizmente, os refugiados, são o elo mais fraco, pessoas que procuram desesperadamente uma saída para a sua situação…fico pensando, o que pensarão, os pastores que conheço e que são contra a entrada de refugiados Sírios na Europa, como reagirão contra um acto tão cobarde. Esta é a Turquia de Erdogan…esse sim, um verdadeiro fundamentalista, não os refugiados que chegam à nossa porta.

Vivemos tempos de barbárie, mau grado, os nossos avanços tecnológicos e a nossa civilização do século XXI…demos um salto tecnológico, mas como seres humanos, valemos muito pouco…mais não digo, para não me repetir e porque não estou falando de politica, mas de Direitos Humanos…tão simples como isso.