Requiem para um dissidente

A noticia chegou hoje, Liu Xiaobo, dissidente chinês, morreu num hospital na China, vitima de cancro no fígado. Liu Xiaobo foi agraciado com o prémio Nobel da Paz em 2010, estava preso, e repetidas vezes, o comité do Nobel, instou as autoridades chinesas, a libertá-lo e deixar que ele fosse tratado no Ocidente…o pedido foi negado e o desfecho mortal chegou hoje. Liu Xiaobo, era um pacifista, e morreu sem uma pinga de ódio, mas o regime de Pequim…bem se pode dizer, que o assassinou, ao recusar tratamento no Ocidente. Não deixa de ser uma contradição enorme, que o mesmo regime, que reformou o Maoismo na China, seja uma das ditaduras mais ferozes a nível político, o comunismo chinês, mau grado as suas reformas económicas e o seu posicionamento pró-ocidente, continua com a sua natureza totalitária. Quantos mais dissidentes, terão de morrer, até que o regime mude? E mudar, de um coletivismo forçado…para um capitalismo selvagem, não é assim uma mudança tão radical…como seria permitir a democracia e a liberdade, isso sim, seria uma reforma radical. Chamem-me de ingénuo ou utópico, se quiserem, mas para mim, a opressão de um só ser humano, que seja, já é motivo para eu denunciar…ainda mais, a morte desse ser humano…Requiescat In Pace.

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