Casablanca ou a Nostalgia da Liberdade

Amiúde passa nos canais da tv por Cabo, o filme de Michael Curtiz, Casablanca, e confesso que o vejo, sempre que se proporciona…ainda que já conheça o enredo de traz para a frente. Fascina-me sobretudo, a personagem de Rick Blaine, e o eterno triângulo, de Rick, Ilsa Lund e Victor Lazlo…o mesmo é dizer, Humphrey Bogart, Ingrid Bergman e Paul Henreid…é uma história fascinante, do dilema entre o idealismo e os sentimentos, Rick luta entre o seu amor por Ilsa…e o dever de dar ao marido dela, Victor Lazlo, as cartas de transito, que permitam ao casal escapar para Lisboa, na sua luta contra o fascismo. Rick é um ex-contrabandista de armas, que apoiava a causa da Segunda República Espanhola, que por causa de um desgosto de amor, se refugia em Casablanca, cidade Marroquina. Nesta trama cinematográfica, transfigura-se o ideal da Liberdade e da honra…Rick, acaba por abdicar do seu amor, para ajudar Lazlo e a esposa, a fugirem para Lisboa…bem diferente, dos dramas românticos do cinema moderno, em que o amante, fica com a esposa do outro…desapaixonadamente e brutalmente. Prefigura-se aqui, uma outra ética, um idealismo nobre, a luta pela liberdade opondo-se ao egoísmo, bem diferente dos nossos tempos. Hoje, poucos têm um ideal de nobreza politica, de idealismo genuíno…em que as causas sejam mais importantes que os interesses individuais. Para aqueles que nunca viram este filme, não o percam, se tiverem oportunidade…ultrapassem o facto, de ser a preto e branco, de ser de 1942, e deliciem-se com esta obra prima.

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