Rock Cristão o Fenómeno

Se assistirmos a alguns cultos da Igreja Cristã contemporânea, especialmente da Igreja Evangélica, veremos, como a liturgia tradicional, em muitos casos, foi abandonada e substituída, por grupos de louvor…que mais parecem grupos de Rock. Em paralelo, abundam muitos grupos musicais, de expressão Rock, que se declaram cristãos. O fenómeno não é novo, mas começou a ganhar peso, especialmente a partir dos anos 80, tendo começado nos anos 60…com o movimento Jesus People, movimento criado por jovens saídos dos hippys…que recusavam as drogas, mas tendo uma abordagem informal do Cristianismo, caracterizada pelo amor à musica e os seus cabelos longos. O seu representante mais importante foi Larry Norman, que fez história quando foi convidado pelo evangelista Billy Graham e apareceu numa das suas cruzadas. A partir dos anos 80 surgem grupos como Petra e Stryper, o primeiro surgiu no espectro religioso, mais como grupo de louvor, com um som mais ou menos pesado, dentro do Hard-Rock…e o segundo, inseriu-se no circuito comercial do Heavy-Metal, mas com uma mensagem cristã.

Mas se a juventude da altura aderiu a este movimento, dentro do cristianismo, os mais conservadores, não deixaram de criticar estas bandas, alcunhando-as mesmo de satânicas, como faziam com as bandas de Rock Secular…lembro-me mesmo, no meu país, como a Igreja Evangélica, continuava com os seus cânticos tradicionais, ostracizando o Rock de expressão cristã…essa época coincide, com o meu afastamento da Igreja Protestante…fruto do meu amor pela musica e outras questões, nos anos 80 era assim. Com o tempo, estas bandas acabaram por se impor, tornando-se parte do movimento evangélico.

Mas a pergunta subsiste, serão estas bandas mesmo cristãs? Há quem ache que não e os alcunhe de “fake Christians”, outros acham que sim e defendem-nos com unhas e dentes. A minha opinião como cristão, é que existem bandas destas que o são realmente, e outras que o não são…destrinçar as que são, e as que não são, torna-se difícil de distinguir. Uma coisa é certa, estas bandas vieram para ficar e já não é só na área do Rock, mas também da musica de dança. Eu pessoalmente, acho que como estratégia de evangelização das tribos urbanas, é eficaz e válida, mas como musica de culto prefiro algo menos radical…nem 8 nem 80, é a minha regra e continua a ser.

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